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Perguntas e respostas

Pergunta: Devo ter paciência e esperar ou estarei perdendo tempo?

Estou apaixonada por alguém que conheci aqui. Nos damos muito bem, inclusive nos encontramos pessoalmente. Houve química e uma forte atração. Porém no decorrer dos dias ele parece bem indeciso pelo fato de ter sido traído por sua ex. Acredito que ele ainda esteja vivendo seu luto, eu o respeito por isso. Já tentei me afastar, mas ele sempre me procura para conversarmos porque diz que sente saudade. A questão é a seguinte. Sinto as coisas estagnadas, tenho a impressão de que estou servindo apenas de muletas para esse momento difícil da vida dele. E se eu tiver paciência e esperar e, no final, ele disser que não me quer? O que vou fazer? Eu gosto dele por ser sensato e sincero. No entanto, receio estar perdendo tempo. Afinal, o tempo urge. Obrigada.

Resposta: Seria interessante que pudesse rever seu conceito de "perda de tempo". Se você estudar para um concurso, por exemplo, estudar muito, dando tudo de si, e no final não conseguir passar, você irá considerar perda de tempo todo o período que levou estudando? Mesmo que tenha aprendido um monte de coisas nesse período? Você pensa que só é importante na sua vida o que tem um final feliz? Ou, melhor, um final que você considere, em certo momento, que é um final feliz? As pessoas andam muito imediatistas, correndo sem nem saber para onde. Claro que a objetividade é importante, caso chegue à conclusão que esse homem, por ser apenas sensato e sincero, não merece que você invista nele o seu tempo. Lembre-se, também, que nunca se sabe com certeza quando um relacionamento irá desembocar na situação desejada. É possível que esse homem não se sinta em condições de tomar uma decisão acertada porque isso requer calma e equilíbrio, e ele está ainda sob o impacto de uma grande decepção, vivendo o luto, como você mesma sugere. É possível avaliar a amizade de alguém pela sua capacidade de servir de muletas no momento em que você não está firme para andar sozinho.

Abraços!
Thaïs

Respondido por

Dra. Thais Oliveira Psicanalista

36 anos de prática psicanalítica e 8 anos com grupos terapêuticos mistos em consultório particular; 6 anos de experiência com grupos de discussão; Formação em psicologia na PUC-Rio; Especialização em Psicologia Clínica, Formação psicanalítica e em Grupoterapia na Soc. de Psicanálise Iracy Doyle, Rio.

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